Doença Venosa Crónica
O que é?
A Doença Venosa Crónica, também conhecida como DVC, é uma doença comum causada por alterações funcionais e morfológicas no sistema venoso dos membros inferiores que provocam um comprometimento grave do retorno sanguíneo, o que se traduz em sintomas variados que afetam a qualidade de vida.[1-3] Após o diagnóstico, recomenda-se um tratamento conservador e personalizado com eficácia comprovada no alívio dos sinais e dos sintomas.[1,4]
O que acontece nas veias?
As veias das pernas transportam o sangue para cima, em direção ao coração, contra a gravidade, graças a válvulas que impedem que o fluxo volte para trás.[1]
Quando as paredes das veias enfraquecem e as válvulas deixam de funcionar corretamente, o sangue acumula-se nas partes inferiores das pernas, causando um aumento da pressão dentro das veias.[2]
Este processo é acompanhado por inflamação, na qual células e enzimas são libertas e aderem às paredes e válvulas, danificando-as ainda mais e deteriorando progressivamente a circulação.[5]
Para além disso, isto não afeta apenas as veias grandes, mas também os capilares, o que impede que o oxigénio chegue adequadamente à pele.[5]
Os processos inflamatórios estão envolvidos em todas as fases, mesmo antes do aparecimento de danos visíveis nas pernas, e podem ser responsáveis por muitos dos sintomas.[5]
Sintomas
Os sintomas da DVC são muito variáveis e podem afetar negativamente a qualidade de vida da pessoa.
Geralmente são descritos como:[1]
Sensação de peso e pernas cansadas
Dor, que pode ou não ser aguda
Sensação de inchaço, formigueiro e comichão nas pernas
Cãibras noturnas
Sensação de queimadura
Estes sintomas geralmente pioram após ficar em pé ou sentado por longos períodos.
Sinais da doença
Para além dos sintomas, o diagnóstico é acompanhado por sinais que podem ser visíveis a olho nu, tais como:[1,3,5,6]
Veias dilatadas
que variam desde pequenas veias em forma de teia de aranha até varizes salientes
Inchaço e calor
na parte inferior da perna, principalmente no pé e no tornozelo
Alterações na pele
pigmentação, eczema ou áreas de pele endurecida
Úlceras venosas
feridas abertas, geralmente perto do tornozelo, em estadios avançados
É importante entender que estas alterações estéticas na pele nem sempre estão diretamente relacionadas com a gravidade dos sintomas; pode-se, inclusivamente, sentir dor e desconforto intensos sem que a pele apresente quaisquer sinais visíveis de DVC.[1,2]
Progressão
C0
Não existem sinais visíveis ou palpáveis de doença venosa[7-9]
Pode começar com sintomas como dor, sensação de peso ou cãibras nas pernas, que podem ocorrer independentemente do surgimento de qualquer manifestação visível na pele.
Sendo o momento do surgimento dos primeiros sintomas e sendo o primeiro estadio da doença, a adoção de medidas preventivas logo nesta fase pode ser benéfica para o doente no retardamento da evolução da doença e no aumento do conforto durante o dia a dia.
Fatores de risco
O aparecimento e a progressão da doença venosa crónica dependem de uma combinação de fatores que afetam a estrutura das veias e o bom funcionamento do retorno sanguíneo.[3]
Compreender estes fatores é fundamental para uma intervenção atempada e adequada, ajudando a proteger as suas pernas, a melhorar o tónus venoso e a resistência capilar.[5]
Fatores não modificáveis
São fatores de risco que o doente não consegue controlar.
Idade e sexo
A doença é consideravelmente mais comum nas mulheres. O risco de deterioração venosa e a progressão da doença aumentam progressivamente com o avançar da idade em ambos os sexos.[2]
Gravidez
As flutuações hormonais e as alterações anatómicas durante a gravidez favorecem o aparecimento da doença. O risco aumenta ainda mais de forma significativa nas mulheres que tiveram duas ou mais gestações.[2]
Fatores hormonais
A ação das hormonas (como os estrogénios e a progesterona) inibem a contração da musculatura lisa da veia, tornando os vasos mais distensíveis e facilitando a sua dilatação.[2]
Antecedentes familiares
A hereditariedade é um fator marcante, estando presente em mais de 60% dos doentes.[2]
História clínica
Ter sofrido previamente de uma trombose venosa profunda é o fator de risco mais importante para a doença venosa secundária, fazendo com que a doença progrida muito mais rapidamente.[2,5]
Fatores modificáveis[6]
São fatores relacionados com o estilo de vida do doente e sobre os quais a pessoa pode intervir.
Sedentarismo
A falta de atividade física diminui a contração muscular necessária para bombear o sangue das pernas de volta ao coração.[3,10]
Obesidade
A obesidade é considerada um fator predisponente à estase venosa, que, por sua vez, é um gatilho tanto para a trombose venosa profunda como para a insuficiência venosa crónica.[2,13]
Tabagismo
Pessoas com varizes tendem a apresentar taxas mais elevadas de tabagismo.[2]
Dieta inadequada
O consumo excessivo de sódio provoca retenção de líquidos e aumenta o inchaço nas pernas. Por outro lado, os alimentos ultra processados e gorduras saturadas favorecem a inflamação relacionada com a DVC.[14,15]
Posturas prolongadas
Permanecer muito tempo em pé ou sentado dificulta o retorno venoso.[3]
Conselhos e prevenção
Pequenas mudanças nos hábitos podem fazer uma grande diferença no seu bem-estar.
Para ajudar a prevenir, aliviar os sintomas e travar o avanço da patologia, recomendam-se as seguintes medidas:
Faça exercício físico regularmente
Caminhe com frequência e faça exercícios de mobilidade do tornozelo para fortalecer a musculatura da perna e facilitar o retorno venoso.[1,16]
Evite ficar muito tempo em pé ou sentado de forma ininterrupta
Se o seu trabalho assim o exigir, faça pausas para esticar as pernas e ativar a circulação sanguínea.[1,17]
Controle o seu peso
A manutenção de um peso indicado é fundamental para reduzir a pressão sobre o sistema venoso.[1,13]
Eleve as pernas
Descansar com as pernas ligeiramente elevadas ajuda a reduzir a acumulação de sangue e o edema.[1,10]
Use meias de compressão
Elas ajudam a comprimir as veias dilatadas, a prevenir o inchaço e a aliviar os sintomas de DVC.[1,10]
Deixe de fumar[2]
Aumente o consumo de fibras
A obstipação, que é prevenida pela ingestão de fibras, desencadeia a DVC.[17,18]
Evite o calor direto
O calor provoca uma dilatação dos vasos sanguíneos periféricos, o que dificulta o retorno venoso e favorece a acumulação de sangue nas pernas.[1,19]
Hidroterapia com água fria
A imersão em água exerce uma pressão hidrostática sobre o corpo, contrariando a gravidade. Além disso, a água fria induz a vasoconstrição periférica, o que impulsiona ativamente o volume de sangue das pernas de volta ao coração.[1,19]
Dioflav® para DVC
O Dioflav® está indicado para o tratamento dos sintomas da DVC e alivia a dor e a sensação de pernas pesadas, inchadas e cansadas.[20]
O Dioflav® tem um efeito anti-inflamatório, aumenta o tónus venoso, reduz a distensibilidade venosa e diminui a estase venosa.[4,20]
Relativamente aos efeitos na microcirculação, o Dioflav® reduz a permeabilidade capilar e reforça a resistência capilar.[20]

Dioflav®500mg
Bioflavonoides(Fração flavonóica purificada micronizada)
Cada comprimido revestido por película de 500 mg contém:[20]
- –90% de diosmina, ou seja, 450 mg por comprimido revestido por película
- –10% de flavonoides expressos em hesperidina, ou seja, 50 mg por comprimido revestido por película
Dioflav®1000mg
Bioflavonoides(Fração flavonóica purificada micronizada)
Cada comprimido revestido por película de 1000 mg contém:[22]
- –90% de diosmina, ou seja, 900 mg por comprimido revestido por película
- –10% de flavonoides expressos em hesperidina, ou seja, 100 mg por comprimido revestido por película
